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A maioria dos gestores nunca foi treinada para gerir — e isso custa mais do que parece

A maioria dos gestores nunca foi treinada para gerir — e isso custa mais do que parece

Uma pessoa é promovida porque entrega bem sozinha. No dia seguinte, o trabalho dela passa a ser fazer outras pessoas entregarem — uma habilidade completamente diferente, que raramente vem com qualquer preparo. Essa lacuna não é anedota de RH: é um dos pontos mais bem documentados — e mais ignorados — da gestão de pessoas.

O tamanho do problema

Segundo o Gallup 2025 State of the Workforce Report, apenas 44% dos gestores no mundo receberam algum tipo de treinamento formal em gestão. O Center for Creative Leadership (CCL) vai além: 60% dos novos gestores relatam nunca ter recebido nenhum treinamento no momento em que assumiram sua primeira posição de liderança. A consequência aparece nos números de retenção do próprio cargo — segundo dados citados pelo Gartner, 60% dos novos gestores falham nos primeiros 24 meses na função, em grande parte por despreparo em habilidades de liderança e gestão, não por falta de conhecimento técnico.

O preço disso não fica só no RH. O Gallup estima o custo da má gestão nos Estados Unidos entre US$ 960 bilhões e US$ 1,2 trilhão por ano — turnover evitável, engajamento em queda, decisões mal conduzidas. Times inteiros herdam o despreparo de quem os lidera.

Onde o despreparo dói mais: conflito e feedback

O CPP Global Human Capital Report, um dos estudos mais citados sobre conflito no ambiente de trabalho, mostrou que gestores dedicam entre 20% e 40% do próprio tempo lidando com conflitos entre pessoas do time — e que 49% deles se sentem despreparados para isso. Não é uma habilidade acessória do cargo: é boa parte do cargo. E é justamente aí que a maioria dos programas de treinamento tradicional falha, porque ensina teoria de mediação de conflito em vez de treinar a conversa real, sob pressão real, com uma pessoa discordando na sua frente.

O mesmo vale para feedback. Um gestor que nunca praticou dar um retorno difícil não aprende a fazer isso lendo um manual — aprende (ou não aprende) na primeira vez que precisa fazer isso de verdade, geralmente com o time observando o resultado.

Por que treinamento tradicional não fecha essa lacuna

Programas de liderança corporativa costumam seguir o mesmo formato: um workshop, um e-learning, um PDF de "boas práticas de liderança". Esse formato transmite conceito. O problema é que gerir pessoas não é um problema de conhecimento — é um problema de execução sob condições imprevisíveis. Um novo gestor pode saber, em teoria, os passos de uma conversa difícil de feedback e ainda assim travar diante da primeira reação defensiva real, porque nunca praticou a execução, só a teoria.

A pesquisa da Zenger Folkman sobre desenvolvimento de liderança reforça um ponto adicional: empresas costumam esperar demais para começar a desenvolver seus gestores — o desenvolvimento formal, quando existe, tende a chegar tarde, depois que os hábitos de gestão (bons ou ruins) já se cristalizaram. Quanto mais cedo a prática deliberada começa, maior a janela para corrigir rota antes que o padrão vire hábito difícil de desfazer.

O que muda quando a prática vem antes do erro real

A diferença entre um gestor preparado e um gestor exposto não é quanto ele leu sobre liderança — é quantas vezes ele já enfrentou, num ambiente seguro, a conversa que vai precisar ter de verdade. Ensaiar uma negociação salarial difícil, uma devolutiva de desempenho abaixo do esperado, ou um conflito entre dois membros do time, antes de precisar fazer isso ao vivo, muda o resultado da primeira tentativa real — porque a primeira tentativa real deixa de ser a primeira tentativa.

Isso é o que separa "saber" de "saber fazer": repetição com correção, não exposição a conteúdo.

Onde a huski entra

A huski treina exatamente essa lacuna: simulações por voz com IA em que o gestor pratica a conversa difícil — conflito entre pessoas do time, feedback abaixo da média, negociação — quantas vezes for preciso, antes que a versão real aconteça com o time observando. Cada rodada é avaliada com critérios objetivos, não com a impressão de quem estava na sala. Para conhecer o simulador voltado a resolução de conflitos entre gestores e times, veja huski.com.br/resolucao.

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